Ir para o conteúdo principal
Instituto Protege Brasil

Radioamadores

Rede de Radioamadores

Quando as redes caem, a comunicação permanece. Conheça a RICOR — Rede IPBr de Comunicações Resilientes, o projeto nacional do Instituto que organiza radioamadores voluntários para proteger vidas em emergências.

O problema

E se a comunicação parar?

Em enchentes, deslizamentos, vendavais ou grandes apagões, as primeiras coisas a falhar costumam ser justamente as que usamos para pedir ajuda.

Aconteceu no Brasil

Enchentes do Rio Grande do Sul, 2024

Com as redes de comunicação derrubadas pela água, uma estação de rádio montada de improviso chegou a atender milhares de chamadas de emergência, segundo a Anatel. Em 2025, Anatel, Defesa Civil e radioamadores testaram no estado uma rede reserva para não depender mais do improviso.

Durante um desastre

  • InternetFora do ar
  • Telefone e celularSem sinal
  • Energia elétricaDesligada
RadioamadorContinua funcionando

O rádio fala direto de uma estação para outra, pelo ar. Não depende de torre de celular, cabo de internet nem da rede elétrica — basta uma bateria.

A RICOR em uma frase

“Organizar radioamadores voluntários de todo o país para que, mesmo quando internet, telefone e outros meios falharem, continue existindo uma forma alternativa e organizada de se comunicar e salvar vidas.”
radioamadores associados para começar
~350
radioamadores associados para começar
coordenações regionais e estaduais
5 + 27
coordenações regionais e estaduais
dependência de internet no núcleo da rede
0
dependência de internet no núcleo da rede

Como funciona

Tecnologia + Pessoas + Organização

Um radioamador sozinho é um ponto de comunicação. Centenas deles, organizados, viram uma infraestrutura nacional de contingência.

  1. Tecnologia

    Rádios, antenas e baterias que funcionam de forma independente das redes comuns.

  2. Pessoas

    Radioamadores voluntários, cadastrados e treinados, espalhados por todo o território.

  3. Organização

    Regras comuns, coordenação por região e protocolos que transformam estações soltas em uma rede.

Cada radioamador é um ponto da rede

Ninguém precisa ter a estação mais completa. O importante é saber quem tem o quê e onde está.

  • Ponto Local

    Fala com quem está perto: o bairro, a cidade.

  • Ponto Móvel

    Rádio no carro ou portátil, que pode ir até onde a ajuda é necessária.

  • Ponto Regional

    Alcança cidades vizinhas e até outros estados.

  • Ponto Estratégico

    Estação completa, com vários rádios, antenas e energia própria por horas ou dias.

Do bairro ao Brasil

A rede funciona em camadas. Cada uma leva a mensagem um pouco mais longe.

  1. No bairro e na cidade
  2. Entre cidades vizinhas
  3. Dentro do estado
  4. Entre estados
  • Mensagens digitais pelo rádioBoletins, localização, clima
  • Satélites de radioamadorRecurso extra, quando disponível
InternetAjuda quando existe — mas nunca é requisito.

Passando o recado adiante

O Brasil é enorme. Estações bem posicionadas funcionam como ponte, repassando a mensagem de região em região — e sempre existe mais de um caminho.

  1. Amazônia
  2. Centro-Oeste
  3. Brasília / MG
  4. Sudeste
  5. Sul

Sempre existe um plano B (e C)

  1. AEstação principal em operação
  2. BSe A falhar, B assume
  3. CSe B perder energia, C assume

Na prática

O que passa pelo rádio numa emergência

O rádio não substitui a internet para vídeos ou fotos. Ele garante o essencial: as informações que salvam vidas.

  • Pedidos de socorro
  • Situação da comunidade
  • Número de vítimas
  • Remédios
  • Água e alimentos
  • Bombeiros
  • Pontos de apoio
  • Abrigos disponíveis
  • Estradas e pontes
  • Previsão do tempo
  • Posição das equipes
  • Pedidos de reforço

Quem fala primeiro

  1. P0Salvar vidasRisco imediato de morte. Prioridade absoluta.
  2. P1EmergênciaSituação grave que precisa de resposta imediata.
  3. P2PrioridadeLogística, recursos e informações importantes.
  4. P3RotinaAssuntos administrativos.

Numa rede congestionada, a rotina espera. Risco de vida interrompe tudo.

MSG MG-2026-00481URGENTE
ORIGEM
Posto 03 · Santa Luzia/MG
DESTINO
Coordenação Estadual
HORA
12h43

Estrada de acesso interrompida por queda de árvore. Necessário equipamento para desobstrução. Ambulância sem acesso ao setor norte.

Recebido e repetido pelo operador de destino

Toda mensagem importante vira um registro numerado e confirmado.

Níveis de alerta da rede

A rede não liga só na hora do desastre: ela sobe de nível conforme o risco aumenta.

  1. VerdeNormalidadeTreinos e monitoramento.
  2. AmareloAtençãoAlgo pode acontecer. Coordenadores checam quem está disponível.
  3. LaranjaPré-ativaçãoEstações estratégicas ficam de prontidão.
  4. VermelhoAtivaçãoA rede de emergência entra em operação.

Segurança

Segurança e transparência

Uma rede para proteger pessoas também precisa proteger quem participa dela.

  • Rede aberta

    Pelo radioamador

    Por lei, o rádio amador não pode usar criptografia: qualquer pessoa sintonizada pode ouvir. Por isso ele é usado para logística, pedidos de recursos, clima e coordenação.

  • Rede segura complementar

    Por outros meios autorizados

    Informações confidenciais seguem por canais protegidos — satélite, redes privadas licenciadas ou conexões criptografadas —, nunca pelo rádio aberto.

Seus dados, em camadas

O cadastro nacional segue a LGPD (Lei nº 13.709/2018).

Público

Nome operacional, indicativo, estado e capacidade geral.

Interno

Telefone, e-mail, equipamentos e disponibilidade.

Restrito

Documentos, endereço e localização exata das estações — nunca aparecem em mapa público.

Formação

A trilha do operador

Cada voluntário evolui por níveis internos do Instituto — que não se confundem com as classes oficiais da Anatel.

  1. R1

    Cadastrado

    Deu o primeiro passo e iniciou o cadastro.

  2. R2

    Validado

    Documentos conferidos e situação regular confirmada.

  3. R3

    Operador de Emergência

    Concluiu o curso do IPBr e um exercício prático.

  4. R4

    Controlador de Rede

    Pode organizar e conduzir uma rede em operação.

  5. R5

    Operador Estratégico

    Opera redes complexas, coordena crises e treina outros.

Curso Nacional de Comunicações de Emergência

  • Legislação e papel da Anatel
  • Defesa Civil e RENER
  • Antenas e energia de emergência
  • Mensagens e disciplina de rede
  • Proteção de dados
  • Segurança pessoal
  • Montagem de estação de campanha
  • Exercícios práticos

Rede que não treina não está pronta

  • Todo mêsRodada técnica nacional ou regional
  • A cada 3 mesesExercício regional
  • A cada 6 mesesExercício entre estados

Uma vez por ano

Operação Brasil Sem Rede

Simulação nacional em que internet, telefone e aplicativos de mensagem são considerados fora do ar. Tudo passa pelo rádio.

Cultura da rede

As 10 regras de ouro

  1. Escutar antes de transmitir.

  2. Emergência tem prioridade.

  3. Mensagem curta, clara e objetiva.

  4. Nunca transmitir boato como fato.

  5. Nunca criar pânico.

  6. Preservar os dados pessoais das vítimas.

  7. Registrar as mensagens importantes.

  8. Confirmar o recebimento.

  9. Respeitar o comando da operação.

  10. O operador protege a vida — inclusive a própria.

Próximos passos

Próximos passos

O projeto foi pensado para sair do papel em etapas, ao longo do primeiro ano.

  1. Fase 1 · 0 a 30 dias

    Conhecer a rede

    • Cadastro dos ~350 radioamadores
    • Conferência de documentos
    • Levantamento de equipamentos por cidade
  2. Fase 2 · 31 a 60 dias

    Organizar o território

    • 5 coordenadores regionais
    • Início das coordenações estaduais
    • Primeira versão do mapa nacional
  3. Fase 3 · 61 a 90 dias

    Testar de verdade

    • Primeiro exercício nacional
    • Teste de comunicação entre regiões
    • Relatório técnico
  4. Fase 4 · 3 a 6 meses

    Capacitar

    • Curso Nacional de Comunicações de Emergência
    • Primeiros operadores R3
    • Acordos com instituições
  5. Fase 5 · 6 a 12 meses

    Operar em escala

    • Primeira Operação Brasil Sem Rede
    • Programa de estações estratégicas
    • Relatório Nacional de Resiliência

O que vem por aí

  • Mapa de Resiliência

    Cobertura de rádio do país, com dados públicos apenas agregados.

  • Sala de Situação

    Painel que mostra, em tempo real, estações ativas e pedidos em aberto.

  • Cartão Operacional

    Identificação do operador validado, com QR Code do Instituto.

  • Estação Nacional IPBr

    Estação de referência, inicialmente em Belo Horizonte.

Pensada para crescer

Os primeiros 350 radioamadores são só o começo. A estrutura já nasce preparada para milhares de operadores, sem precisar ser refeita.

  1. 350
  2. 500
  3. 1.000
  4. 2.000
  5. 5.000

Juntos, não concorrentes

A RICOR não substitui, representa nem controla a RENER (Rede Nacional de Emergência de Radioamadores). O objetivo é preparar os associados do Instituto para cooperar com as estruturas oficiais que já existem.

  • Defesa Civil
  • RENER
  • LABRE
  • Anatel
  • Corpos de Bombeiros
  • Clubes e associações de rádio
  • Universidades
  • Institutos de pesquisa

Base regulatória: Resolução Anatel nº 777/2025, Ato Anatel nº 3448/2026, Ato Anatel nº 926/2024, Resolução Anatel nº 789/2026 e Portaria nº 302/2001 (RENER).

  1. Sem comunicação, não existe coordenação.
  2. Sem coordenação, recursos se perdem.
  3. E quando a ajuda chega tarde, vidas podem ser perdidas.

Agir para prevenir tragédias.

Você é radioamador ou quer apoiar a rede? Associe-se ao Instituto Protege Brasil e faça parte dessa estrutura nacional de prontidão.